quinta-feira, 21 de março de 2019

Os "penedos de S.Pedro e S.Paulo"

Desde que Chamberlain criou o conceito de "cimeira" e foi até Munique procurar a paz e ser aldrabado por um dos bigodes do século XX, menos farfalhudo que o outro [1], a palavra cimeira deve ser olhada de soslaio. Vieram agora dois "cimeiros" abordar parlapati, parlapatá estados de espírito comuns e neles incluíram a ideia peregrina de enfiar na NATO (north atlantic, I presume!) um país lusoparlante da América do Sul. Não desconfiemos do desajuste geográfico, desconfiemos da intenção. Se os penedos de S.Pedro e S.Paulo, porque no meio do Atlântico mas com saudades do "Lusitânia", começassem a falar Português, estaria o "capachinho cimeirista" interessado neles? Ou noutros?

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[1] Procurando manter a paz na Europa, mas à custa da então Checoslováquia, se é que bem se recordam - mas tudo isso num gesto então tão seraficamernte aceitável aos olhos europeus (que não checos) que até um também então novo arruamento do Barreiro, se ainda bem se recordam, foi mesmo chamado de "Avenida Chamberlain". Aliás o bigodudo fininho esteve-se nas tintas para o britânico do guarda-chuva  e invadiu a Checoslováquia alguns meses depois -- e, anos e anos depois, até depois de uma guerra afinal não evitada, o bigodudo farfalhudo repetiu o mesmo  à que então ainda era Checoslováquia, mesmo que seraficamente invocando razões diversas. Apre, que já era mesmo praga!

Porque (creio) não a coloquei no "blogue" e porque um estudioso destas coisas me-lo pediu, aí vai o texto da intervenção proferida em 25 de setembro de 2014 em Aljustrel. Apesar do que foi aí dito continuamos sem MM. Já é sina...

C:\Users\Utilizador\Desktop\PEN'S RECOVERY\PEN05-Dane_Elec\000 Textos a considerar\REQUIEN PELOS MM NA MINERIA ALENTEJANA (2014).docx

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

DOS PROTAGONISMOS INFLADOS

E se as apreciações pelos MCS  (catapultadas pelas redes ditas "sociais") de desempenhos em processos jurídicos em curso e/ou as qualificações nem sempre corretas usadas para divulgar fragmentos destacados de peças jurídicas avulsas neles vertidas estiverem já a ser usadas para induzir e enfunar protagonismos susceptíveis de candidatura a futuros sufrágios? Sem ineditismo, e até por isso, é algo certamente a não afastar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

DO MONTIJO, DO BARREIRO E DA BANCA, A REALIDADE MANCA !

No mommento em que se procura descongestionar as zonas de influência das grandes cidades surgem ameaças graves sobre a saturação da Grande Lisboa e do Estuário do Tejo.Olhando o exemplo do mais recente aeroporto de Paris e tomando em consideração que ainda falta o estudo de impacto ambiental e descomhecendo o estudo dos impactos combinados, em termos de qualidade urbana e de tráfego rodoviário e fluvial, ponho as maiores reservas às declarações entusiásticas que são hoje formuladas e . com o olhos nas potencialidades de Beja e no que lá existe, recomendo que sejam preservadas essas entusiastas formulações para, em devido momento, serem revisitadas.

A perceção dessa existência subaproveitada e da realidade flagrante  de Beja se manter hoje como a capital de distrito mais carente de acessos capazes   levou já uma  cautelosa mas estratégica referência  (como que em rodapé) a um outro investimento que, esse sim, se carece  e que é a sempre adiada transversal ferroviária do Alentejo - de facto afetada, digam o que disserem, pelo atual processo de saturação do estuário do Tejo.

Por coerência de razão formulam-se identicas reservas ao projeto do terminal de contentores que, sob um nevoeiro também estratégico, se quer impor ao Barreiro e que, por sua vez, mais pesará num estuário que, da banda sul, ainda se não conseguiu sequer resolver em termos de continuidade.

Teve o Barreiro uma ponte ferroviária para o Seixal, ponte essa que me dizem ter sido  transladada para Alcácer depois do misterioso acidente que a desencastrou aqui e que para a ligaçao Barreiro-Seixal constituiu um débito ainda não saldado.. Louva-se a iniciativa de abandonar a ideia redutora de uma passagem pedonal sobre o Coina, quando na realidade o que se pode exigir é um qualificado (e não nanico) fecho de anel de ambos os lados da península do Barreiro.

Finalmente, com tantos milhões a abanar, não é altura de saber quem deve aos bancos? É que se os projetos supra referidos derem em trumpa, voltaremos a ter de os pagar... quando na realidade há aí menino,  singular ou coletivo, que ou se abotoou ou se desabotoou na constituição de débitos que acabam por cair nos bolsos habituais mas realisticamente subentendidos no "aguenta, aguenta" ulrichiano - e cuja revelação um falso pudor político parece obstinar-se em recusar. É este o exemplo que se quer dar?

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 Ainda a tempo de ser aqui colocado: anunciam-se duas novas estações e uma formulação circular no centro de Lisboa. Congratulo-me com isso e com o que, para Lisboa-cidade representa. Na declaração do PM há, contudo,  um pequeníssimo senão: justificando o desenvolvimento do centro pelo afluxo periferia-centro, foram desnecessariamente depreciados os movimentos periferia-periferia. Quando se descontrai o centro e se colocam órgãos fulcrais nas designadas (ou consideradas) periferias, desde o "mirante" de Alferragide, aos polos comerciais, hospitalares e universitários, acompanhandos das outras formas correntes de crescimento urbano,  essa diminuição cai certamente por terra e começa a fazerem-se sentir crescentes necessidades periferia- periferia. . Para não falar nesta desconsiderada margem sul por tudo o que acima se diz... e se tende agora a exponencialmente agravar.
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

NOVAMENTE O LAH, NO PORTO

A fechar-se 2018 e a constarem próximas medidas de recuperação do histórico edifício da Avenida Camilo, retomo uma questão que creio ter já aqui (ou algures)  aflorado.

Qual o estado atual das fabulosas coleções didáticas do Liceu de Alexandre Herculano, quem as acautelou e como?

Recordo a quem recorde:

- Sala de Geografia;
- Coleção de Minerais e Rochas;
- Laboratórios de Física e Química (equipamento e não apenas vidraria)
- Cinema.

Aproveito a oportunidade para referir, a Alexandrinos e não Alexandrinos, que nas  "Tertúlias Augusto Cabrita"  do Agrupamento Escolar Augusto Cabrita, no Barreiro [hoje no seu 8º ano, ver blogue próprio], o Professor homenageado na época 2017-2018 foi Manuel da Cruz Malpique, tendo sido publicada uma obra alusiva, da autoria de Rui Abrunhosa e com textos do celebrado Prof, que os interessados (ainda)  poderão encontrar se contactarem a organização dessas Tertúlias.


Boas Festas a todos... e um 2019 bem melhor do que, de momento, se apresenta !!