sábado, 31 de janeiro de 2009

A crise financeira vista por Calvin & Hobbes

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Só razões compreensíveis de respeito autoral me impedem de transcrever aqui a titra do Calvin & Hobbes em que esses dois amigos comentam a crise financeira - mas que poderão encontrar todinha em:


Fabuloso!!! É de ir lá!

(Aliás, um dos meus lemas favoritos é também proveniente destes dois personagens, quando contemplando o firmamento, numa noite serena, o Calvin também serenamente conclui:

- A prova provada de que existe mais vida inteligente no Universo é que, até agora, nunca ninguém tentou contactar-nos! )
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 19 - Amares



19ª jornada: Amares

Do descritivo oficial completo
(Agosto 1951) : "Escudo de prata, com uma laranjeira arrancada de verde, frutada de ouro, entre duas espigas de milho de ouro, folhadas de verde; em chefe dois cachos de uvas de púrpura, folhadas de verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com a legenda de negro : " AMARES "

Situação:
3 motivos: laranjeira, milho, videira (cachos)

Concelhos: 26 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 25
Sem motivos - 6; com um motivo - 11; com dois - 6; com três - 1; com quatro - 1

Motivos (incluindo repetições) : 30
Motivos (excluindo repetições): 18

Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;
Leões - 1; Peixes n.e. - 1; Vieiras - 1

Azinheiras - 2 ; Castanheiros - 1; Laranjeiras - 1; Milho - 1;
Oliveiras - 4; Pinheiros - 2; Romãzeiras - 1; Roseiras (rosas) - 2;
Sobreiros - 1; Trevos - 1; Videiras (cachos) - 4

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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 18 - Amarante

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Brasão do município de Amarante


18ª jornada: Amarante

Do descritivo oficial (Agosto 1985, quando da elevação a cidade- e que se transcreve por completo) : Escudo de vermelho, leão rampante de prata, empunhando na dextra um feixe de três setas de prata, atados por uma fita de ouro perfilada de negro, sustido por uma ponte de prata de três arcos, ameada, perfilada e lavrada de negro, movente dos flancos e saínte de um ondado de prata e azul em ponta. O escudo circundado pelo Colar da Ordem da Torre e Espada. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com os dizeres a negro " AMARANTE ".

Situação: O brasão de Amarante levanta o problema do leão rampante: deve ou não considerar-se este "motivo leão rampante", tão conhecido da heráldica (vg. dos países nórdicos, onde não há leões!), dentro dos critérios estabelecidos? Se visitarmos os anteriores exemplos pode constatar-se que apenas se excluiu a flor de lis, por excessivamente estilizada , e que se admitiu sem discussão a águia. Não há pois razão de exclusão aqui: leão é leão. E assim temos:

1 motivo: leão

Concelhos: 25 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 24
Sem motivos - 6; com um motivo - 11; com dois motivos - 6; com quatro motivos: 1

Motivos: 27
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1; Leões - 1; Peixes n.e. - 1; Vieiras - 1
Azinheiras - 2 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 2; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 4; Sobreiros - 1; Romãzeira - 1; Trevos - 1; Videiras (cachos) - 3

Comentários adicionais: Toda a heráldica amarantina reflecte o episódio da heroica defesa da ponte de Amarante durante a II Invasão Francesa. Assim a figuração da ponte, o leão rampante e os seus acessórios e o colar da Torre e Espada. Em Março de 1985, ou seja, do próprio ano em que Amarante foi elevada a cidade e recebeu a 5ªtorre na sua coroa mural, havia sido aprovada uma outra heráldica, que a presente substituiu. Nela o leão rampante era antes um leão passante, numa atitude algo mais submissa. Figuração e descritivo dessa anterior
- e oficialmente efémera - heráldica são os seguintes:


Armas - Escudo de vermelho, leão de prata passante sobre uma ponte de três arcos, ameiada, movente dos flancos, do mesmo metal, lavrada a negro e saínte de uma faixeta ondada de azul perfilada de prata. Em chefe, três setas de prata invertidas com penas de verde, postas em roquete e atadas de ouro. Escudo cercado pelo colar da Ordem militar de Torre e Espada do valor, lealdade e mérito. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro : " AMARANTE ".

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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A gralha (historieta)

Gralha negra [1]
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"Depois daquela triste confusão entre "moção" e "emoção" no boletim confessional, a epígrafe da secção "Jaculatórias" passou a ser controlada com o maior cuidado."
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[1] www.reinosdanatureza.com

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Seis jocosas recordações da fábrica...dos anos 50-60!

I

Quando eu andava pelas fábricas - e nunca me poupei quanto a isso - anotei alguns bons episódios. Nunca aparecerão na literatura oficial, mas é interessante que a "malta da ferrugem" os possa recordar. O primeiro diz respeito à burocracia. Havia que formular qualquer encomenda sempre no mesmo modelo, fosse de uma porca sextavada, fosse de uma unidade fabril. A tramitação desses papeis era também sempre a mesma e todos transitavam por um senhor que, sentado numa escrivaninha, lhes apunha um carimbo que dizia "CONTROLO ORÇAMENTAL". A intenção teria sido certamente boa no seu início, procurando coordenar encargos com cabimentos, mas a verdade é que já quando da minha entrada para aquela "guerra" se discutia muito o interesse ou validade de tal CONTROLO e até havia quem dissesse que aquilo já não era controlo algum. E afirmava-se, já na secção de más línguas, que o controle tinha três velocidades: uma para os "amigos", outra para os "assim-assim" e uma gaveta de estacionamento para os que estavam tomados "de ponta" - mas isso vinha da secção das más línguas e eu nunca tive problemas por aí (ou então era dos bem-vistos). Um dia, numa das primeiras reestruturações que me recordo, acabou o "CONTROLE ORÇAMENTAL" - e nada se notou a não ser a aceleração de processos. Talvez que o carimbo esteja agora no Museu!
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Bom, mas a piada não é esta: havia um engenheiro já não jovem mas relativamente "blagueur"que, para marcar o aspecto burocrático do acto de encomenda, emitiu formalmente uma, de que guardou cópia na cortiça do gabinete e que dizia apenas:

"1 (uma) instalação para a produção de sulfato de sódio
Instruções a dar no local."
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II
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Uma das "nossas" unidades fabris usava sucata como matéria-prima. E sucata chegava noite-e-dia dos quatro cantos do país (foi, por exemplo, o "fim" de muitas placas de destino dos "eléctricos" dos STCP quanto foram substituídos por "troley-carros", esses famosos "pantufas"). Um certo dia, ou melhor uma certa noite porque as coisas passam-se no render do turno da noite para o turno do dia, um chefe-de-turno criativo lembrou-se de armar uma partida aos elementos do turno seguinte. Premeditada, aliás, porque andou dias e dias a recolher moedas de uma "c'roa" até quase encher um actual saco de plástico de supermercado (ao tempo, um saco de enxofre ventilado, o tal cuja sarja servia depois para os clientes fazerem cuecas - e que motivou por isso um problema de "marketing" quando o material da embalagem foi mudado!). Quando do render do turno, o nosso homem estava sentado e contava laboriosamente as moedinhas de c'roa, pondo-as em montinhos de 20. "Que é isso?" - perguntaram os entrantes. "Eh, pá. Nem imaginas. A sucata que descarregou esta noite vinha carregada disto! Talvez refugos! Mas até parecem boas! O parque de sucata ainda está cheio!".
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12 horas depois, ainda uma multidão de "pilhas" desmontava metodicamente o parque de sucata! O achamento de uma escassa meia-dúzia de moedas soltas (investimento semeado para dar credibilidade ao dito) mais avivou a "corrida ao pseudo.tesouro"!
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III
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Anos 50 avançados. A administração longínqua, na designada "fábrica de papel", saturara o jovem e brilhante sub-director fabril (que igualmente assumia uma destacada posição académica) com um longo ofício a propósito de um orçamento de conservação. Que não podia ser. Que já tinha sido refeito mas continuava inaceitável. Que o relatório justificativo enviado não era suficiente. Que etc. e mais etc. O nosso homem, farto da diatribe, respondeu por ofício. Nele, com a indicação funcional do destinatário, o "Amigos e Senhores" da praxe e a assinatura do emitente precedida do também costumeiro "Atentamente", uma só palavra: "Cientes".
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(Usei já este salutar mas lacónico exemplo, em tempos próximos e nada fabris. Penso que me lixei com isso, mas a verdade é que gozei um pouco! Até com a polidez imerecida da fórmula!)
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IV
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Do mesmo. Tratava-se da reparação de uma chaminé de tijolo que ameaçava ruína. O ofício, vindo "do outro lado", era de idêntico estilo: que as verbas para conservação estavam já exaustas, que a chaminé não estaria assim tão má, que teria de aguardar a aprovação do novo orçamento anual, etc. Aí a resposta do mesmo sub-director foi menos sucinta que a anterior, mas igualmente sugestiva (o texto pode não ser literalmente este, mas o essencial reteve-se):
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"Amigos e senhores,
Recebido o vosso ofício nº xyz de tantos de tal, ele foi prontamente lido à chaminé. Mas, como esta o não entendeu, acabou mesmo por cair esta noite.
Atentamente [assinatura]"
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V
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Visava-se baptizar uma nova empresa do Grupo, dedicada à conservação frigorífica e chegou uma indicação para que fossem consultados os "quadros" destas fábricas no sentido de lhe proporem um nome. As sugestões fizeram-se democraticamente, por voto secreto - mas a direcção das fábricas não ficou minimamente satisfeita com o resultado obtido. É que, sem nada ter sido combinado, mais de 40% das sugestões, construindo-o de acordo com a tradição do Grupo, apontaram humorística e quase unanimemente para "CUF-FRIO".

Por "razões cacofónicas" a sugestão, ainda que maioritária, foi rejeitada e a empresa viria a chamar-se prosaicamente FRINIL.
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VI
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Toda a gente no Barreiro conhecia a "anedota dos leões e dos "chapas-brancas", ou seja, da tentativa de demonstrar (à La Fontaine camarro) a considerada redundância dos quadros superiores, os tais que usavam "chapas brancas" na lapela, em vez das chapas coloridas dos restantes e que, na instalação, causavam entre os operadores o sinal-mudo de "divisas" (a mão direita batendo no ombro esquerdo) quando estavam por perto. Não é inteiramente original, pois à chegada ao "outro lado" do "Trás-os-Montes", ou do "Alentejo", ou mesmo do branquinho "Évora", a mesma se contava no Terreiro do Paço. Bem, a primeira parte da história conta-se depressa: fugiram dois leões de um circo, no Barreiro, e encontraram-se ao fim de 15 dias. Um estava nédio como pode estar um leão de boa mesa, e o outro estava magrinho como um anacoreta alimentado a gafanhotos. E diz o gordo: Como estás assim? Responde o magro: Esta gente tem pouco de comer, são todos magrinhos. Andei aos restos pela Vila, pelo Bairro da Folha, até pelo Lavradio... e nada, mesmo nada! És burro, pá, fazes como eu e vais ali para o portão do Largo das Obras e quando estiver a entrar um gajo com uma "chapa branca" tratas de o passar logo à goela; não há problema: eles são tantos que ninguém dá pela falta dum."
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Aqui acaba a história como me foi contada quando cheguei e desembarquei nesta terra, onde abundam pinocas ciosos do seu indigenato, todos esquecendo que a sua árvore tem ramos noutros concelhos pelo menos na segunda geração arriba, se não na primeira. Mas pouca gente do Barreiro sabe que a história tem uma continuação. É que passados 15 dias os leões voltam a encontrar-se: o gordo cada vez mais gordo, o magro cada vez mais magro. E diz o gordo: É pá, como é que continuas assim? Responde o outro: Olha, fiz como tu disseste... e nada! Nada? - voltou a perguntar o gordo com ar incrédulo - Como assim?. É verdade: logo que toca a buzina, às oito da manhã, ponho-me lá à porta... e nada! És uma besta, pá, não tens que te por lá quando toca a buzina: esses tais só começam a entrar pelo menos uma hora mais tarde, entendes?
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Um aviso final...

E não me venham chatear dizendo que estou a contar histórias elitistas. É que eu, numa perspectiva interclassista, posso também contar histórias doutros protagonistas. E talvez não sejam tão apreciadas!

Aliás, a caminho já do Segundo Centenário das Fábricas da CUF no Barreiro, sugiro um tema inédito, mas tão caro aos intervenientes, para continuar a ser discutido na outra-face da outra-face dessa celebração: "Quais as profundas intenções do paternalismo industrial"?
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

... mais se lhe arrima!

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"Tendres Cousines!"
(Como eu compreendo os teus sábios desfoques, David Hamilton!
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Uma das vezes que andei pela Polónia, há bastantes anos, fazia muito frio e o Jaruzelski, por detrás dos conhecidos óculos, ainda estava no poder. Ou seja: foi a Leste e no “outro tempo de Leste“. Para matar o frio, os nossos visitados polacos levaram-nos a um local onde se bebia: não a “woda sodowa”, que era a émula polaca da nossa “Castelo”, ou a “woda sodowa mandarinata”, que é uma forma longa e com requinte de dizer “laranjada”, Não! Corria ali a Zubrowska, com a erva do bisonte e tudo e como em Roma sê Romano a delegação portuguesa fez o que tinha a fazer, graças ao frio ou sem ele, e acompanhou alegremente os anfitriões. Vodka puxa vodka e palavra puxa palavra, acabamos por nos encontrar num círculo de anedotas - que, uma a uma, nos eram traduzidas. Complexa situação essa porque, muito rapidamente, e mais lá que cá (já que nós, pelo menos, alternaríamos com temáticas mais palpáveis), as coisas deslizaram para a anedota política, levando-nos, com algum constrangimento e no desconhecimento dos sentimentos e crachás da audiência, a questionarmo-nos sobre se deveríamos rir ou apenas sorrir.

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Uma das anedotas que foi contada foi a de um dirigente do sindicato dos mineiros da Silésia que, na véspera da visita dos seus homólogos do Don(i)etsk, da então URSS (hoje é Ucrânia), recebeu a surpreendente notícia de que lhe cabia fazer o discurso de boas-vindas. As horas passavam-se e o sindicalista não conseguia pregar sono. Volta daqui, volta dali, a mulher incomodou-se com a insónia e perguntou-lhe qual era a dificuldade.

- Só uma, respondeu o mineiro, mas importante! Tenho o discurso todo pronto e só não sei como hei-de começar! “Camaradas“… devia ser assim… mas depois das críticas que os russos fizeram ao carvão polaco, à nossa produtividade e aos nossos desejos sindicais, não contem com isso! “Amigos”, pior ainda… nem pensar! [trata-se da afirmação de um histórico e justificado desamor polaco a qualquer dos então vizinhos, claro.] Náo sei mesmo… não consigo…

- Ó homem, que dificuldade é essa? - perguntou a mulher, chateadamente acordada- É mesmo muito simples: chama-lhes “Irmãos!

- “Irmãos?! - replicou, surpreendido- mas “Irmãos” porquê?

- Muito simples, filho: os irmãos não se escolhem!”

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E se os irmãos se não escolhem, muito menos os primos.

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E as primas!

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 17 - Amadora

17ª jornada: Amadora

Do descritivo oficial (Fevereiro 1984) : "[...] e em contra-chefe romãzeira de três ramos arrancada, florida e frutada de ouro, com bagas de fruto vermelhas. [...]"

Situação: 1 motivo: romãzeira

Concelhos: 24 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 23
Sem motivos - 6; com um motivo - 10; com dois motivos - 6; com quatro motivos: 1

Motivos: 26
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Peixes n.e. = 1; Vieiras - 1
Azinheiras - 2 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 2; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 4; Sobreiros - 1; Romãzeira - 1; Trevos - 1; Videiras (cachos) - 3


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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/
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sábado, 24 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 16 - Alvito

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16ª jornada: Alvito

Do descritivo oficial (Maio 1938) : "[...] Em chefe um ramo de oliveira e um ramo de azinheira, ambos de verde frutados de negro, cruzados em ponta e atados de vermelho. [...]"

Situação: 2 motivos e ambos vegetais! Oliveiras e Azinheiras

Concelhos: 23 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 22
Sem motivos - 6; com um motivo - 9; com dois motivos - 6; com quatro motivos: 1

Motivos: 25
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Peixes n.e. = 1; Vieiras - 1
Azinheiras - 2 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 2; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 4; Sobreiros - 1; Trevos - 1; Videiras (cachos) - 3


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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 15 - Alvaiázere

Na medida em que o brasão de Alter do Chão não tem quaisquer motivos dos procurados (tem um fontenário, como Aljustrel), a sequência alfabética aponta para...


15ª jornada: Alvaiázere

Do descritivo oficial (Julho 1986) : "Armas - Escudo de prata, uma oliveira arrancada de verde, acompanhada em orla de doze trevos também de verde. [...] "

Situação: 2 motivos e ambos vegetais! Oliveiras e trevos

Concelhos: 22 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 21
Sem motivos - 6; com um motivo - 9; com dois motivos - 5; com quatro motivos: 1

Motivos: 23
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Peixes n.e. = 1; Vieiras - 1
Azinheiras - 1 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 2; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 3; Sobreiros - 1; Trevos - 1; Videiras (cachos) - 3


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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 14 - Alpiarça


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14ª jornada: Alpiarça

Do descritivo oficial (Agosto 1936) : "Escudo de prata, com dois ramos de oliveira de verde frutados de negro, cruzados em ponta e atados de vermelho, acompanhados por dois pinheiros de verde frutados de ouro, troncados e arrancados de negro. Em chefe, um cacho de uvas de púrpura, folhado e sustido de verde. em contra-chefe, uma faixa ondada de azul, carregada de três peixes de prata realçados de negro. [...] "

Situação: Temos aqui a natureza com 4 motivos! Oliveiras, pinheiros, videira (cacho) e peixes (n.e. = não especificados). Uma abundância!

Concelhos: 21 = Sem Brasão: 1; Com brasão: 20
Sem motivos - 6; com um motivo - 9; com dois motivos - 4; com quatro motivos: 1

Motivos: 21
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Peixes n.e. = 1; Vieiras - 1
Azinheiras - 1 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 2; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 2; Sobreiros - 1; Videiras (cachos) - 3


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Imagem:Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 13 - Almodôvar

Na medida em que o brasões de Aljezur, Aljustrel. Almada e Almeida não têm quaisquer animais ou plantas, (ou alusões industriais) a ordem alfabética imporia a passagem a... Almeirim. Mas aqui sucede uma situação inédita: Almeirim concelho não tem (ainda) brasão indicado na "net"! Existe. é facto, o brasão da freguesia de Almeirim com cachos de uvas e o previsível melão, mas freguesia é freguesia e concelho é concelho. Coloca-se "Almeirim" a iniciar a lista de concelhos sem brasão e vai-se averiguar qual é a situação actual, permitindo uma oportuna reclassificação se a tal houver direito.


13ª jornada: Almodôvar

Do descritivo oficial (Abril 1938) : "Escudo de negro com um castelo de ouro aberto e iluminado de vermelho. Orla de prata carregada por quatro abelhas de negro realçadas de ouro, alternadas com quatro bolotas de verde, troncadas e folhadas do mesmo. [...] "

Situação: Existem dois motivos e uma preocupação. O primeiro é de simples leitura: abelhas são abelhas. Quanto às bolotas, fia mais fino: o carvalho, o sobreiro e a azinheira têm bolotas. Que bolotas então serão estas? É na simbologia do brasão, da autoria de Afonso d'Ornellas (como muitos brasões autárquicos portugueses) e referida por Sérgio Horta [1] que vamos encontrar uma solução, na medida que diz: "As bolotas de verde - Referências á região que é muito fértil com grandes montados. Tem várias indústrias, sendo rica em cortiça. De verde por este esmalte significar fé e esperança." Montado, em si, pouco resolve pois é "região povoada por sobreiros e azinheiras , onde pastam porcos, no Alentejo" [2]. Mas a rferência descritiva à cortiça e o conhecimento local dos "chaparros" = sobreiros novos leva a adoptar pela solução "sobreiro".

Concelhos: 20 Sem Brasão: 1 Com brasão: 19
Sem motivos - 6; com um motivo - 9; com dois motivos - 4

Motivos: 17
Abelhas - 2; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheiras - 1 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 1; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 1; Sobreiros - 1; Videiras (cachos) - 2


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[1] imagem e referência em Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/
[2] Dicionário Porto Editora, 7ª Edição

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 12 - Alijó


12ª jornada: Alijó


Do descritivo oficial (Agosto de 1932) : " Escudo de ouro, com um castanheiro de verde arrancada de negro, acompanhado por duas torres de vermelho, realçados de negro. Bordadura de negro, carregado de oito ouriços de castanheiro de ouro. [...] "

Situação: No fundo temos um só motivo: castanheiro, ainda que representado como árvore e como ouriços (de difícil leitura, aliás)

Brasões: 14
Sem motivos - 2; com um motivo - 9; com dois motivos - 3

Motivos: 15
Abelhas - 1; Águias - 3; Cães - 1; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheiras - 1 ; Castanheiros - 1; Pinheiros - 1; Roseiras (rosas) - 2; Oliveiras - 1; Videiras (cachos) - 2


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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses:11 - Alfândega da Fé

11ª jornada: Alfândega da Fé

Do descritivo oficial (Abril de 1935) : " Escudo de negro, com uma torre torreada de prata, aberta e iluminada de vermelho, sendo o torreado acompanhado por sete abelhas de ouro postas em semicírculo, voltadas ao centro. [...] "

Situação: Abelhas, pela primeira vez... e transmontanas!

Brasões: 13
Sem motivos - 2; com um motivo - 8; com dois motivos - 3

Motivos: 14
Abelhas - 1; Águias - 3; Cão - 1; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheira - 1 ; Pinheiros - 1; Rosas - 2; Oliveiras - 1; Videiras (cachos) - 2


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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


domingo, 18 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 10 - Alenquer

Um aviso ex-prévio... e, por isso, já atrasado:

Não é a primeira vez que, por acidentes de percurso, males de amor ou desgostos políticos ou clubísticos, o bloguista recorre a processos expeditos de encher o blogue (encher o bandulho seria certamente mais produtivo...) com sequências temáticas aparentemente chatérrimas. O mesmo sucede quando o dito bloguista se vê a braços (ou em abraços) com uma aguda crise de esforço intelectual (muita pressão para tirar o pouco óleo que subsiste) ou laboral - o que é, de certo modo, o aspecto actual da conjuntura. Assim sendo, o mesmo, numa actuação carregada de intencionalidade golpista (quem não a tem que arreie o primeiro calhau!), recorre nessas alturas críticas a um expediente encapotado e que consiste em buscar coita num tema sequencial que não o obrigue a escrever muito, exigindo-lhe pouco e em pouco tempo, como pessoas há que o fazem em artes plásticas em que nem todos são geniais como El Greco que, ele próprio, até teve problemas por isso. Descendo novamente ao blogue e deixando que continuem a enterrar o Conde de Orgaz com os perfumes celestiais que a cor sugere, tal técnica evasiva, que já no blogue foi usada como "Renascimento Alemão" (qualquer dia a retomar) e como "Fuga para o Egipto", surge agora - e já com algumas postagens anteriores - na forma do presente tema, que aliás tem pano para mangas. Pode-se dizer, como circunstância atenuante, que ele não foi destinado apenas a encher espaço informático dentro do princípio blogo-stakanovista de "um dia, um texto": corresponde de facto a um interesse antigo do bloguista, aliás já expresso a outras pessoas, que é saber quantos e quais seres vivos (fora o bicho-homem) foram chamados à heráldica concelhia e como. É o que vamos ver! Mas se o recurso tem pano para mangas, a limitação ao âmbito concelhio torna-se essencial, para evitar que, descendo ao nível de freguesia, se pudesse estar, em termos de mangas, a tecer a blusa da princesa-centopeia. Um dia poder-se-á dar esse salto, mas com diferente metodologia. Aproveitou-se o ensejo para juntar umas pequenas pinceladas heráldicas, não muitas (senão lá se vai a economia de palavras, bites e tempo). E prossigamos nisto ...


10ª jornada: Alenquer


Do descritivo oficial (Janeiro de 1936) : ". Escudo de ouro, com um castelo de azul aberto e iluminado do campo. Em contra-chefe, um cão de negro deitado, tendo a mão direita sobre a esquerda. Orla de catorze rosas naturais de vermelho folhadas de verde. [...] "

Situação: Rosas e cão... e portanto uma figuração dupla!

Águias - 3; Cão - 1; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheira - 1 ; Pinheiros - 1; Rosas - 2; Oliveiras - 1; Videiras (cachos) - 2

Com único motivo - 5; Com dois motivos - 3; Sem motivos - 2
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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


sábado, 17 de janeiro de 2009

Musgos & não só



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Regoufe, 15/1/2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Cuquices de inverno


" J'y suis, j'y reste"! = "Cá estou e cá fico!"

Não gosto de pisar os terrenos dos outros blogues. É proeza de cuco, embora no reino animal (peixes, por exemplo) haja outros casos de flagrante apossamento. Mas se as coisas estão bem escritas e bem explicadas e se adaptam a situações raras de inverno, mas quando raro não significa inexistente, não há que dar-lhe. Por isso, com a devida vénia e reiterando os créditos fotográficos já nessa postagem assumidos [1], aposso-me de uma parte substancial da postagem "O Cuco na Moura Morta" do blogue

http://mouramorta.blogspot.com/2007/06/o-cuco-na-moura-morta.html
em que tim-tim por tim-tim se explica (e ilustra) como é que pássaros tão estupores vão vivendo e engordando na sociedade das aves. Aí vai:
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"[...] O cuco tem o nome científico de Cuculus canorus e pertence à família dos cuculídeos.Como todos sabem, o cuco europeu não faz ninho, aproveitando os ninhos de outras aves para a postura.Os ovos são diferentes de indivíduo para indivíduo uma vez que estão preparados para parasitar os ninhos da mesma espécie dos seus pais adoptivos, pondo ovos idênticos aos seus.A fêmea vai vigiando atentamente a azáfama junto aos ninhos das outras aves e quando se apercebe que se iniciou a postura, aproveita rapidamente uma ausência delas, conseguindo pôr um ovo e eliminar outro (para as contas darem certas) em apenas 10 segundos.Vai pondo um ovo de 2 em 2 dias em ninhos diferentes até terminar a postura (8 a 12 ovos).A incubação é muito curta sendo de apenas 12 a 14 dias e assim o cuco nasce normalmente muito antes dos seus companheiros de ninho.Na foto abaixo pode ver-se um cuco acabado de nascer junto a dois ovos de dimensões muito mais reduzidas. uco recém-nascido e ainda cego, está preparado para não permitir mais ninguém no ninho. As patas são formadas por 4 dedos, dois na frente e dois atrás que funcionam como garras e tem uma pujança tal que consegue eliminar a concorrência: ovos e pássaros.Na foto seguinte podemos reparar no esforço hercúleo de um recém-nascido que consegue levantar os ovos para os poder expulsar.Por vezes nascem 2 cucos ao mesmo tempo e no mesmo ninho - de ovos postos por 2 fêmeas - e a luta pelo lugar acontece de uma forma muito mais violenta porque ambos são possantes e determinados, podendo ocasionar a morte dos dois por extenuação.Os ninhos parasitados são sempre de aves insectívoras que é a alimentação base do jovem cuco: insectos, lagartas, aranhas e até sementes se for a alimentação dos pais adoptivos.Os mais vitimados são os rouxinóis, ferreirinhas, pegas, carriças, piscos, alvéolas, pardais, andorinhas, etc.Se estas pequenas aves tivessem que alimentar além do cuco (que é extremamente voraz) a sua própria prole, não conseguiriam resistir à fadiga.O cuco é uma ave migratória. Os adultos partem no mês de Julho para a África equatorial onde passam o Inverno. Os jovens partem mais tarde em Agosto, Setembro para as mesmas zonas sem serem guiados pelos pais, nem adoptivos, nem biológicos. Partem de noite, isoladamente, demonstrando uma capacidade inata de orientação. [...] "

"O meu menino saiu tão grande! E sempre com tanta fomeca!"

E se na primavera os emplumados nos vão aparecer, muitos andam já por aí a encher-se de plumas.

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[1] de que só se aproveitaram duas fotografias http://www.alrfoto.com/ e da http://paixaodossentidos.blogspot.com/2007/04/primavera

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fui ao Santo Amaro a Regoufe...

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Ei-la, como prometido!

Não porque Regoufe foi mostrado na última revista "Notícias Magazine", mas pelo Santo Amaro que se festeja na pequena capelinha e em todo o lugar a 15 de Janeiro., trazendo os regoufenses à sua terra e fazendo-os conviver em honra do Santo. Padroeiro da agricultura e sobretudo do gado, trouxe este ano e à vista de todos o milagre de encontrar mãe emprestada e evitar o biberão a um cabritinho mamão que se tresmalhou e que, esfomeado, veio parar ao casario empinado no granito, sem que se soubesse de quem era. O coro mereceu os elogios do Senhor Abade e merecidos elogios que foram. E, de resto, deliciei-me com a "sopa seca" a ponto de - eu, que não sou grande comedor - ao fim de um opíparo almoço enriquecido pela mais franca hospitalidade, triplicar os ataques à travessa que amanhã colocarei em fotografia aqui. E até perguntei como se fazem: uma calda de açucar, canela e carne da orelheira de porco é deitada sobre fatias finas de "trigo" em camadas também finas, entremeadas com açúcar, em assadeira de barro. E depois vai tudo ao forno até secar. Abençoada secura!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O massacre dos golfinhos

De um bom amigo e com pedido e difusão recebi a denúncia e apelo que segue:

"Why the European Union is so quiet about this ?

Where is Green Peace, who make so much noise in other countries....

This happens only in uncivilized Denmark












DENMARK: WHAT A SHAME, A SAD SCENE.


THIS MAIL HAS TO BE CIRCULATED.THERE IS NO WORSE BEAST THAN MAN!!!!
While it may seem incredible, even today this custom continues, in Dantesque, - in the Faroe Islands, ( Denmark ) . A country supposedly 'civilized' and an EU country at that. For many people this attack to life is unknown- a custom to 'show' entering adulthood. It is absolutely atrocious. No one does anything to prevent this barbarism being committed against the Calderon, an intelligent dolphin that is placid and approaches humans out of friendliness. Make this atrocity known and hopefully stopped.
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Tradução:
"Por que é que a União Europeia está tão calada?
Onde para o "Green Peace" que tanto barulho faz noutros países?
Isto só acontece na incivilizada Dinamarca...
[Fotos]
Dinamarca: Que vergonha esta triste cena.
Esta mensagem tem de circular. Não há pior fera que o Homem!
Por incrível que pareça, este espectáculo mantem-se em Dantesque, Ilhas Faroe (Dinamarca). Um país supostamente civilizado e, ainda por cima, membro da União Europeia. Para muita gente, este ataque à vida passa despercebido, como um costume para "mostrar" a passagem à idade adulta. É de uma atrocidade absoluta. Ninguém mexe uma palha para acabar com esta barbaridade contra os"Calderon", um golfinho inteligente e tranqulo que se aproxima dos homens demonstrando amizade. Faz com que esta atrocidade seja conhecida e que, como é desejável, acabe de vez.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 9 - Alcoutim


9ª jornada...

Do descritivo oficial (1985) : ".Escudo de vermelho com o grifo "ALEO " em letras de ouro, circundado por ramos de oliveira frutados de sua cor. [...] "

Situação: Oliveiras

Águias - 3; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheira - 1 ; Pinheiros - 1; Rosas - 1; Oliveiras - 1; Videiras (cachos) - 2

Com único motivo  - 5 Com dois motivos - 2 Sem motivos - 2
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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 8 - Alcochete

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Na medida em que o brasão de Alcobaça não tem quaisquer animais ou plantas, (ou alusões industriais) a ordem alfabética impõe a passagem a...


8ª jornada...

Do descritivo oficial: "Escudo de prata, com uma cruz antiga de Santiago de vermelho, carregada nas bases do florênciado por quatro vieiras de ouro e de uma esfera armilar do mesmo metal no cruzamento. A cruz acantoada por quatro cachos de uvas de púrpura, folhados e sustidos de verde.. [...] "

Situação: vão-se considerar videiras... e vieiras!

Águias - 3; Corvos - 1;Vieiras - 1
Azinheira - 1 ; Pinheiros - 1; Rosas - 1; Videiras (cachos) - 2

Concelhos visitados - 10
Com um só motivo - 6 Com dois motivos - 2 Sem motivos - 2
(Com referências industriais - 2)
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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


domingo, 11 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 7 - Alcanena

Na medida em que o brasão de Alcácer do Sal não tem quaisquer animais ou plantas, a ordem alfabética impõe a passagem a...

7ª jornada... ou seja: 7 brasões com os referidos motivos em 8 concelhos visitados

Do descritivo (D.G. I Série, de 27 de Março de 1936): "Escudo de prata com uma azinheira de verde arrancada e troncada de negro, frutada de ouro. O tronco acompanhado por duas maças de curtimenta, de negro, realçadas de ouro.. [...] "

Situação:

Águias - 3; Azinheira - 1 Corvos - 1; Pinheiros - 1; Rosas - 1; Videiras (cachos) - 1

Com duplos motivos - 1 Sem motivos - 1

Simbologia industrial: Obviamente que aqui existe, representada pelas "duas maças de curtimenta". Já no brasão de Alcácer do Sal, não se considera que a caravela representada assuma um sentido industrial, no sentido que pretendemos sublinhar.
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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


sábado, 10 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 6 - Albufeira



6ª jornada...

Do descritivo (como Vila: D.G. I Série, de 14 de Maio de 1937, elevação a cidade a 23 Agosto de 1986): "[...] Em chefe, uma águia de negro, acompanhada por duas cabeças, uma de carnação branca, coroada de ouro e outra de carnação negra com um turbante de prata. [...] "

Comentário: Foi intenção considerar "animais" no sentido restrito, isto é, excluindo o bicho-homem. Assim sendo, no presente brasão só contará a águia.

Situação:

Águias - 3; Corvos - 1; Pinheiros - 1; Rosas - 1; Videiras (cachos) - 1

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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/




sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 5 - Albergaria a Velha

5ª jornada...

Do descritivo (D.G. II Série, de 27 de Março de 1961): "[...] Orla de negro carregada de oito rosas de ouro folhadas de verde e abotoadas de vermelho.[...] "


Situação:

Águias - 2; Corvos - 1; Pinheiros - 1; Rosas - 1; Videiras (cachos) - 1

Resumindo: 
Concelhos visitados - 5; Brasões com 1 motivo - 4;  Brasões com 2 motivos - 1
Motivos totais - 6 (Animais - 3, Vegetais - 3)  Motivos não repetidos - 5 (Animais- 2;  Vegetais - 3)
Brasões com motivos industriais-1

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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Sensação

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Debruçado sobre os livros, ainda pude ouvir: "Só está na mesa aquele velhote, a fazer não se sabe bem o quê!". Certamente que não era comigo, até porque eu sabia o que estava a fazer! [1]

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[1] E a amigável forma de dizer continuava audível, franca, nórdica e vernaculíssima: "E o gajo não desanda dali a tarde toda! E está a ocupar a tomada! F***-se!" Certamente que também não era comigo, pois acabava de, mui delicadamente, convidar uma simpática jovem, que apenas chegava, a poder usufruir quanto quisesse de toda a minha tripla.

Imagem: http://www.organizare.co.uk/charity.html

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses 4 - Alandroal

O descritivo refere "em contra-chefe duas águias de negro, abertas e confrontadas". Novo termo: "contra-chefe" evidentemente a não confundir com "ponta".

E, apesar do estilizado das ditas águias, ao fim desta quarta jornada temos:

Águias - 2; Corvos - 1; Pinheiros - 1; Videiras (cachos) - 1

Resumindo: 
Concelhos visitados - 4; Brasões com 1 motivo - 3 Brasões com 2 motivos - 1
Motivos totais - 5 (Animais - 3, Vegetais - 2)  Motivos não repetidos - 4 (Animais- 2;  Vegetais - 2)
Brasões com motivos industriais-1


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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dia de Reis

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Domingos Sequeira (1768-1835), "A Adoração dos Magos" (1828)

Há quem sugira uma certa influência de Turner - mas o que interessa hoje é o facto representado. Donde vinham eles? O que eram? Quantos eram? Quem os avisou? Quem os levou a juntarem-se? E por que de tão longe traziam tão estranhas prendas? Estas perguntas sempre me preocuparam e considero o dia de hoje com o mesmo carinho com que nesse tempo o vivia. Como o pedaço da capa de S.Martinho, que também sempre me preocupou.

Recomendo, ainda, e com saudade, a obra literária que Michel Tournier aos Reis Magos dedicou. Porque, entre outras razões, continuo a procurar, até um dia, o meu perdido "rahat-loukoum à la pistache".

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 3 - Aguiar da Beira

O descritivo:

Armas - Escudo de azul, com um castelo de prata aberto e iluminado de negro. Em chefe, uma águia de prata realçada de negro e bicada, lampassada e armada de vermelho. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com os dizeres a negro : " VILA AGUIAR DA BEIRA " [1].

Alguns apontamentos:

a) Os atributos do "castelo" - "de prata", "aberto" e "iluminado de negro" - entendem-se, passe embora a agressão à Fisica da expressão "iluminado de negro";

b) "Em chefe" já se sabe o que é;

c) A"águia de prata realçada de negro, e bicada [...] e armada de vermelho" também se entende, nesta ultima parte referente ao bico e às garras; quanto ao "lampassada" há ainda que conversar;

d) A "coroa mural" e o "listel" são também já conhecidos, sendo porém de notar o número de torres da primeira: 4 (vila) e não 5 (cidade). Aliás a palavra "Vila" figura no listel.

Passando agora ao significado de "lampassado":


" LAMPASSADO. O leão, o leopardo, o lobo e o urso, assim como a águia, representam-se sempre com a língua de fora, longa, mais larga e arredondada na ponta, a qual, ao sair da boca ou do bico, desce, formando curva, para terminar voltada para cima, à maneira de cachimbo. Se a língua dos animais referidos é de esmalte diverso diz-se que estão lampassados deste. É termo diverso de linguado." [2]


Nota: "esmalte" é uma designação heráldica de cor.

Se olharmos para o brasão acima tem de se concordar que o"lampassado de vermelho" não é nele táo evidente quanto a definição poderia querer. Porém, procurando exemplos de "águia lampassada de vermelho" encontram-se formas similares em que a confusão da língua com a parte inferior do bico iguamente surge.

Fazendo agora a "pontuação" ao fim desta terceira jornada, temos:

Águias - 1; Corvos - 1; Pinheiros - 1; Videiras (cachos) - 1

Resumindo: 
Concelhos visitados - 3; Brasões com 1 motivo - 2 Brasões com 2 motivos - 1
Brasões com motivos industriais- 1

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[1] Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/

[2] Definição em archiver.rootsweb.ancestry.com/th/read/PORTUGAL/2003-04/1050855544 e
www.atelierheraldico.com.br/heraldica/4_dicionario.htm


domingo, 4 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses: 2 - Águeda

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Voltemos ao descritivo, para aprender algo mais:

Escudo de prata, dois pinheiros arrancados de verde, frutados de ouro. Em chefe uma roda dentada de vermelho acompanhada de dois cachos de uvas de ouro, folhadas de verde. Em ponta duas faixetas ondadas de azul. Coroa mural de prata de cinco torres. Listel branco com a legenda em maiúsculas de negro : " ÁGUEDA ".

E é que aqui há mais a registar : "em chefe" e "em ponta";"faixeta ondada".

Temos. neste brasão, pinheiros e cachos de uvas brancas - ambos classificáveis no elenco desta série. Donde, ao fim desta segunda jornada:

Corvos - 1; Pinheiros - 1; Videiras (cachos) - 1

Por razões sentimentais passarei a elencar àparte os atributos industriais Temos aqui, em Águeda, a primeira roda dentada. Preocupa-me bastante a representação heráldica das rodas dentadas que geralmente tão afastadas ficam da realidade mecânica - e esta não escapa à preocupação. Mas, pelo menos, mostra o escatel!

Resumindo: 
Concelhos visitados - 2; Brasões com 1 motivo - 1  Brasões com 2 motivos - 1
Brasões com motivos industriais- 1

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Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/



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sábado, 3 de janeiro de 2009

Animais e plantas na heráldica dos municípios portugueses 1 - Abrantes

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Quatro corvos (Corvus corax), simbolizando S. Vicente, patrono da cidade

Donde...

Concelhos visitados -  1 Com um só motivo -  1

Corvos - 1 


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Não se considerarão motivos heraldicos "despersonalizadamente" estilizados: por esse facto, não se "contarão" as flores-de-lis presentes neste brasão

O descritivo do brasão
"Escudo de azul, uma estrela de oito raios de prata em abismo, acompanhada de quatro flores-de-lis de ouro, postas em cruz, e de quatro corvos de sua cor, postos em aspa e volvidos em cortesia para a estrela. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco, com os dizeres: " ABRANTES ", de negro"
permite apontar alguma terminologia heráldica: "postas em aspa" = x ; "postas em cruz" = +; "em abismo", "coroa mural", "listel"

Imagem: Sérgio Horta em http://www.fisicohomepage.hpg.ig.com.br/